
TCC 2015
CTCC Bauru para Pacientes.
Lembre-se: a evolução começa a partir do momento em que você compreende "que não são as situações que alteram o nosso humor e os nossos comportamentos, mas sim o que pensamos sobre elas.
Fale conosco: arnaldo@ctccbauru.com.br
Coordenador: Arnaldo Vicente, Especialista em TC.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Ser mãe.

Perguntas que podem mudar o imediatismo.
Diante de uma atividade que você não tem tido bons resultados é importante você se perguntar: 1- Eu preciso fazer esta atividade? ou 2- Eu gosto desta atividade?Exemplo: Um adolescente que não gosta de fazer tarefas, leituras, trabalhos e estudar alguns dias antes da prova.
Caso ele pense: - Eu não farei porque não gosto; provavelmente ele não executará essas atividades e se envolverá em fazer atividades que ele gosta e lhe dá um prazer imediato.
O que acontecerá ao final do ano letivo com este adolescente? Provavelmente ele terá dificuldades, como ter que ficar mais tempo estudando na escola ou em sua casa, tendo que deixar de fazer aquelas atividades que ele tanto gosta, para não repetir de ano.
O que poderia acontecer no final do ano letivo se ele tivesse feito a pergunta: Eu preciso dessas atividades? Essas atividades poderão me trazer os resultados que eu preciso e vou gostar ao final do ano letivo?
Ele poderia executar essas atividades e ficar com o tempo mais livre ao final do ano para fazer atividades que gosta e lhe dá prazer.
Comente: O que pode acontecer no futuro quando hoje eu faço atividades que preciso, mesmo não gostando neste momento?
segunda-feira, 12 de abril de 2010
A Miss Imperfeita.

Este texto extraído da Revista do Jornal O Globo, é uma colaboração enviada por uma paciente de TC. Façam seus comentários.
'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!
E, entre uma coisa e outra, leio livros.
Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.
Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero.
Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.
Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros..
Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.
Você não é Nossa Senhora.
Você é, humildemente, uma mulher.
E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.
Tempo para fazer nada.
Tempo para fazer tudo.
Tempo para dançar sozinha na sala.
Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.
Tempo para sumir dois dias com seu amor.
Três dias..
Cinco dias!
Tempo para uma massagem..
Tempo para ver a novela.
Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.
Tempo para fazer um tr abalho voluntário.
Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.
Tempo para conhecer outras pessoas.
Voltar a estudar.
Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.
Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.
Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.
Existir, a que será que se destina?
Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.
A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.
Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.
Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!
Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.
Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.
E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'
Martha Medeiros - Jornalista e escritora
terça-feira, 6 de abril de 2010
Você se preocupa demais?

Aprenda a lidar com suas preocupações excessivas.
Desde criança aprendemos que devemos nos preocupar, mas quando adulto precisamos saber que a preocupação excessiva é uma doença.
1- O que são preocupações excessivas?
São as preocupações frequentemente usadas como estratégias para controlar as conseqüências negativas imaginadas. Essas preocupações se tornam crônicas.
2- Qual o perfil da pessoa que tem preocupações excessivas?
- É uma pessoa que acha que se algo ruim pode acontecer, é sua responsabilidade se preocupar a respeito;
- Não aceita qualquer incerteza – precisa saber de tudo com certeza;
- Trata os seus pensamentos negativos como se fossem verdadeiros;
- Qualquer coisa ruim que venha a acontecer é um reflexo do que ela é como pessoa;
- O fracasso é inaceitável;
- Quer livrar-se de qualquer sentimento negativo imediatamente;
- Trata tudo como se fosse uma emergência.
- Na verdade, se preocupa com algo que provavelmente nunca ocorrerá.
- Elas fazem “o caminho real para a infelicidade!
3- Como fazer para se livrar das preocupações excessivas antes que fiquem crônicas?
São sete passos:
Primeiro passo é pragmático: que utilidade tem a preocupação?
A pessoa argumenta que a preocupação é uma estratégia: que preocupada estará preparada, motivada e capaz de jamais ser surpreendida.
O segundo passo refere-se a lidar com a incerteza, a pessoa deve aceitar a incerteza, que é inevitável e cujo desconforto decorrente pode motivar a mudança e o crescimento.
Terceiro passo, deve desafiar e testar seus pensamentos, através de perguntas como: “qual o pior resultado, o melhor e o mais provável?” ou “estou fazendo as mesmas previsões futuras erradas que eu sempre faço?”.
Perceber e para de fazer a “fusão pensamento-realidade”, em que os preocupados tratam seus pensamentos preocupantes como se fossem fatos, cometendo erros cognitivos típicos, como tirar conclusões precipitadas, perfeccionismo, idéias de “emergência repentina”,
Quarto passo, devem avaliar custos e benefícios, pesando evidências a favor e contra, ou através de experimentos comportamentais e testes de realidade para modificar formas de pensar.
Quinto passo, se perguntar se tem alguém que nunca fracassou ou fracassará?
Todas as pessoas percebem o fracasso do outro sempre? A meta que não alcançou estava correta, era viável? O fracasso é fatal? Não estou exigindo um padrão alto demais?
O sexto passo, devem aceitar e valorizar suas emoções, reconhecendo-as como temporárias se permitir que elas ocorram.
Finalmente, no sétimo passo, deve ter cuidado contra a crença de que o mal chegará muito rapidamente; procurar se desligar do senso de urgência e viver o presente, observando que o que o está preocupando em um momento em breve poderá ser esquecido.
4- Estes passos ajuda a pessoa a não ter as procupações excessivas que param e atrapalham as pessoas?
Sim, é assim que a pessoa vai distinguir entre preocupação produtiva e improdutiva, e apreder a tratar fracassos como oportunidades.
Exemplo: diante da proximidade de uma prova, a pessoa pode escolher entre:
1-se preocupar a respeito; 2) se embebedar; ou 3) estudar. Qual dessas é a melhor estratégia?”
5- O que as pesquisas mostram preocupações excessivas?
85% das coisas sobre as quais os preocupados se preocupam tendem a ter um resultado positivo (ou seja elas nâo acontecem).
E desses 15% que dão resultado negativo 79% dos casos as pessoas dizem que lidaram melhor do que esperavam.
Texto baseado nos comentários da Dra Ana Maria Serra sobre o livro Robert L. Leahy
“Worry Cure – Seven steps to stop worry from stopping you”, Ed. Harmony Books, New York, 2005.
Ficou preocupado? Comente com o seu terapeuta.
Conheça um pouco sobre o homem que criou a Terapia Cognitiva.

Pesquisas revelam bons resultados em depressão, pânico, vícios e outros males ERICA GOODE - The New York Times (foto: Beck e Judith)
FILADÉLFIA - O Instituto Beck de Terapia e Pesquisa Cognitivas está atraindo terapeutas de todo o mundo. A organização também já despertou a atenção da Associação Nacional de Saúde Mental, que recomenda a terapia cognitiva a pacientes como uma das poucas formas de tratamento estudadas em ensaios clínicos e em larga escala. Pode-se dizer que a terapia cognitiva é hoje o braço da psicologia que mais se expande nos Estados Unidos. O fundador dessa forma de psicoterapia é o doutor Aaron T. Beck, cuja máxima preferida é: "Há na superfície muito mais do que o notado pelos olhos."
Estudos - O doutor Aaron T. Beck constatou, em 40 anos de pesquisas e trabalho clínico, que muitas dificuldades psicológicas de seus pacientes não se encontram nas profundezas do inconsciente, mas em "problemas de raciocínio", muito mais próximos da percepção consciente. O fundador da psicoterapia cognitiva cita como exemplo o caso de uma mulher que fazia sessões de psicanálise com ele, na ocasião recém-formado pelo Instituto Filadélfia de Psicanálise. Sentado atrás da paciente, ele fazia anotações em seu caderno, enquanto ela falava sobre suas experiências sexuais com homens. "Como se sente falando disso?", perguntou-lhe Beck a certa altura. "Fico com ansiedade", respondeu a mulher.
Interpretação - Preparado para sondar os conflitos ocultos de sintomas psicológicos, o doutor Aaron T. Beck respondeu com uma interpretação. "Você fica com ansiedade porque está precisando enfrentar alguns de seus desejos sexuais", disse-lhe. "E está ansiosa por achar que desaprovo esses desejos." E ela respondeu. "Na verdade, dr. Beck, receio que o esteja aborrecendo." Mais tarde, o psicanalista descobriu que sua paciente se entregava permanentemente a um monólogo autodepreciativo, no qual uma voz interior constantemente dizia que ela não tinha atrativos, não era interessante e não valia nada. Os "pensamentos automáticos" mostrados pela paciente, conforme Beck os chama, levaram-na a agir de modo derrotista, a ter conduta promíscua por não achar que tivesse muito a oferecer, ou a ser teatral, na tentativa de parecer mais interessante aos homens com quem se relacionava. A terapia cognitiva, desenvolvida pelo psiquiatra depois que ele abandonou a psicanálise, pretende ajudar os pacientes a corrigir tais distorções do raciocínio, com freqüência numa dezena de sessões - ou menos.
Método - Beck diz que o método é "simples e prosaico", sem trazer à tona lembranças da infância que se perderam, sem o exame minucioso dos desmandos dos pais, sem a busca de significados ocultos. "Ele tem a ver com os problemas do bom-senso das pessoas", disse. Na terapia cognitiva, os pacientes são incentivados a testar a opinião que têm de si mesmos e dos outros, como se fossem cientistas testando hipóteses. Os pacientes recebem dos terapeutas tarefas para fazer em casa. Aprendem a identificar suas "crenças" imprecisas e a fixar metas para alterar sua conduta. É um pacote atraente. Numa época em que os planos de assistência médica acompanham atentamente a sala de consultas e a maioria dos psiquiatras considera os medicamentos - não a conversa - o tratamento ideal para seus pacientes, o método de Beck mostra sua força terapêutica.
Princípios - Os princípios básicos da terapia cognitiva estão facilmente resumidos em manuais de treinamento e sua simplicidade a torna um instrumento ideal de pesquisa. Dezenas de estudos realizados no mundo inteiro mostraram sua eficácia no tratamento da depressão, ataques de pânico, vícios, distúrbios alimentares e outros males psiquiátricos. Pesquisadores também estudam a capacidade de o método tratar distúrbios de personalidade e, em combinação com medicamentos, doenças psicóticas como a esquizofrenia. "Não preciso estar certo", diz, "mas não gosto de estar errado". O médico também afirma considerar-se um pragmático. "Se uma coisa não dá certo, eu não a faço." Ele incentiva uma filosofia semelhante em seus pacientes, esperando que eles acabem se livrando das atitudes derrotistas. Aconselha uma mulher de 30 anos que acredita que Deus a castigará se ela própria não o fizer. "Você pode descobrir, se parar de se castigar e nada acontecer."
Fonte: Jornal Estadão
Seja um detetive: investigue seus PANs.

Histórias Cognitivas: os dois detetives diferentes: Cap 1: Quem roubou meu walkman?
Os dois detetives diferentes.
- Cada detetive tem uma forma de trabalhar com os fatos.
- Qual deles você contrataria se precisasse de ajuda?
Era uma vez numa cidade muito parecida com São Paulo, uma menina de 10 anos que trouxe para a escola seu novo walkman, que tinha acabado de ganhar. Era um belo walkman, ou seja, ela poderia ouvir suas músicas prediletas enquanto viesse no ônibus da escola, na hora do recreio ou mesmo nas aulas vagas em que algum professor faltasse.
Quando ela entrou em aula, sua professora pediu para que deixasse seu aparelho no armário do lado de fora da classe, onde ficavam as mochilas e ela assim fez.
Quando chegou a hora do recreio ela foi correndo até sua mochila, ansiosa por pegar seu walkman. Ela mal podia esperar para ouvir suas músicas e mostrá-lo para algumas amigas que ainda não o tinham visto.
Mas espere aí! O que foi isso? Quando ela procurou na mochila e no armário onde ela o tinha deixado, ele simplesmente não estava lá, tinha desaparecido.
- “Oh! O meu aparelho novinho de CD portátil, como ele foi desaparecer assim?”, disse ela, começando a chorar. “Eu estou muito, muito triste!”.
Mariana, esse era o nome da menina, foi se queixar para a professora, e ela e várias amigas foram ajudá-la a fazer uma reclamação para a diretora.
A diretora prometeu providenciar uma solução imediata e assim fez.
Uma hora depois, no próximo intervalo, um homem apareceu para falar com ela. Tinha uma aparência muito estranha usando um chapéu e uma capa. Ela não reconheceu o homem. Ela nunca o tinha visto antes.
“Por favor, não fique assustada, pequena criança. Eu sou o detetive contratado pela escola para descobrir o paradeiro de seu walkman. Sou o famoso, o grande detetive Sherlock Gomes.”
“Sherlock Holmes?” – perguntou a garota.
“Não, eu sou Sherlock Gomes mesmo” – o detetive respondeu, com um certo aborrecimento em sua voz. “Não sei porque todo mundo me confunde com esse cara”.
Mas, tudo bem. O importante é que eu sei quem roubou seu walkman. Foi o famoso “Daniel, o terrível”.
“Nossa! “ disse a menina, “ mas isso foi muito rápido! Como você descobriu quem roubou meu aparelho tão rápido?”
“Oh! Não foi muito difícil. Ele foi o primeiro nome que apareceu em minha cabeça, por isso deve ser ele!”
E com isso, Sherlock Gomes voltou-se e foi embora.
Mas nossa história ainda não terminou, porque justamente então apareceu na cena o famoso, o verdadeiro Sherlock Holmes.
Ele tirou sua capa, arrumou seu boné e declarou: “Eu não concordo com o que aquele Sherlock Gomes disse. Eu sou o famoso, o ousado, o fantástico, o único sobre quem escreveram livros. Eu sou o verdadeiro Sherlock Holmes!”.
A garota pensou que ele parecia um pouco arrogante e exibido, mas ela precisava de sua ajuda. E o detetive continuou falando: - “Então, minha amiga, eu não concordo com esse Sherlock Gomes, afinal que tipo de detetive é ele? Simplesmente acredita no primeiro nome que lhe veio à mente? Um bom detetive faz uma lista de suspeitos e então vai procurar evidências para apanhar o ladrão”.
Eu estou pronto a procurar por pistas e evidências, e quando eu retornar eu direi a você quem realmente roubou seu aparelho”. E com isso, Sherlock Holmes colocou sua capa, arrumou seu boné e encaminhou-se para fora da sala.
“Que homem estranho!” A garota comentou. “ Mas ele parece sério em seu trabalho”.
Algumas horas mais tarde, quando a garota estava brincando em sua casa, no jardim, ela ouviu um estranho barulho. Ela olhou em volta e viu que diante dela estava ninguém menos do que o detetive Sherlock Holmes.
“E aí?” Disse a garota, você descobriu quem roubou meu aparelho?”
“Sim. Primeiro eu pensei que talvez fosse Daniel, o terrível, mas quando eu procurei por evidências eu percebi que Daniel estava suspenso e não estava na escola no dia em que seu aparelho sumiu. Assim não poderia ter sido ele”.
“Então eu pensei que talvez tivesse sido o João Perigoso. Mas quando eu procurei por evidências eu soube que ele estava jogando cartas com outros longe de sua classe, no momento em que seu aparelho foi roubado. Não poderia ter sido ele”.
Então eu decidi investigar a Betty Bagulho. Quando eu procurei por evidencias eu encontrei algumas pistas. Primeiro eu achei uma tiara com as iniciais BB caída dentro do armário, perto de onde você guarda sua mochila. Então eu fui até a casa de Betty Bagulho, e sua mãe me contou que Betty estava ouvindo música num novo walkman que ela ganhou na escola por bom comportamento.
Eu procurei pela vizinhança até achar Betty e então, ali estava ela, exibindo seu walkman para as crianças da rua.
“Oh! Sherlock Holmes”, disse a garota, “você é incrível! Você é muito mais esperto que Sherlock Gomes. Por favor, Detetive Holmes, você pode me devolver o meu walkman agora?”
Sherlock Holmes olhou para baixo e começou a gaguejar.
“Ah! Bem, eu não disse exatamente que peguei seu aparelho de volta. Aquela Betty é horrivelmente grande e, realmente muito assustadora. Eu acho que seria melhor você pedir a seus pais que recuperem seu walkman para você.”
E com isso o grande Sherlock Holmes vestiu sua capa, arrumou seu boné e se foi”.
Fim.
Autor: Martin E. Seligman, adaptação Zélia, 2004.
Comente: Qual dos dois detetives você estava "sendo" até iniciar sua terapia?
( ) Sherlock Gomes. ( )Sherlock Holmes.
Créditos:
Martin Seligman utilizou a figura de Sherlock Holmes para ilustrar a importância das evidências na TC com crianças e adolescentes. A TC Zélia adaptou para a realidade brasileira.
Quais os pontos que você considera importantes para que suas sessões de terapia sejam espaçadas?

segunda-feira, 5 de abril de 2010
Examine o seu pensamento sobre uma situação e mude sua emoção.

Pessoas com sentimentos de raiva acreditam que todas as suas regras pessoais de segurança estão sendo violadas.

Pessoas com sentimentos de irritação acreditam que algumas regras estão sendo violadas.

Pessoas com sentimentos de depressão acreditam que perderam tudo.

Pessoas com sentimentos tristes acreditam que tiveram uma perda.

Pessoas com sentimentos de pânico acreditam que tem algo errado com seu corpo!

Pessoas com sentimentos de medo acreditam que estão ameaçadas.

Pessoas com sentimentos de ansiedade acreditam que no futuro estarão ameaçadas e poderão se dar mal.
Analise a situação, em que teve o pensamento específico da emoção que você sentiu. Tudo o que você pensou, exatamente do jeito em que pensou pode ser comprovado? Se não pode, reanalise a situação e veja se não é possível pensar diferente sobre ela. Muitas vezes nosso pensamento automático negativo (PAN) não se comprova com exatidão, isto significa que, de imediato, percebemos a situação de modo diferente do que ela ocorreu. Ou seja, podemos ficar alterados por algo que de fato não ocorreu exatamente como pensamos. Vale a pena treinar e aprender este novo jeito de avaliar nossa vida. Aproveite e consulte a lista de erros cognitivos ao lado ou em outras postagens deste blog.
terça-feira, 30 de março de 2010
A importância da Lista de Problemas, Metas e Submetas para o sucesso da Terapia?

Identifique o seu Pensamento Automático Negativo - P.A.N.

Identificação de Pensamentos Automáticos Negativos
Data/Situação em que tive o PAN que me gerou um mal estar:
Pensamento Automático Negativo (P.A.N): Acreditei _____% no que pensei.
Emoção que senti: _______ Intensidade _____%
Comportamento e reações físicas que tive:
Colaboração: Arnaldo Vicente, Esp. TC.
Não desafie as pessoas, desafie seus P.ANs



ROTEIRO DE DESAFIO DE PAN’s
Avaliar a crença no PAN: quanto eu acredito (de 0 a 100)?
Avaliar a intensidade da emoção associada (de 0 a 100)?
Desafiar as evidências do PAN:
Qual a evidência a favor do pensamento?
Qual a evidência contra o pensamento?
Interpretação alternativas:
Quais as alternativas ao PAN?
Como outra pessoa reagiria nesta situação?
Como eu aconselharia outra pessoa na mesma situação?
Há evidências que apóiem estes pensamentos alternativos?
Efeito(s) do PAN:
Qual é a minha meta nesta situação?
Este pensamento negativo ajuda ou atrapalha na realização de minha(s) meta(s)?
Qual o efeito de se crer em uma interpretação alternativa?
Erros lógicos:
Que erros cognitivos fizeram você crer que o PAN fosse verdadeiro?
Significado do PAN:
Se o pan fosse verdadeiro o que significaria para a minha vida?
O que este significado revelaria sobre mim?
***********
Reavaliação:
Quanto você ainda acredita no PAN? (de 0 a 100).
E qual é, agora, a intensidade da emoção original? (de 0 a 100).
***********
Plano de Resolução de Problemas
- Caso, esta situação ocorresse novamente como você poderia resolvê-la?
- Pensamento:
- Emoção
- Comportamento
Você conhece o erros cognitivos?





Avaliações automáticas nem sempre estão 100% corretas.
Podemos avaliar rapidamente as imagens acima e chegarmos a conclusões que reavaliadas em seguida, de modo mais elaborado, serão percebidas como equivocadas?
Sim, nossas avaliações automáticas são influenciadas pela nossa pré-consciencia que tem a função de nos proteger de qualquer percepção assustadora,e esta precipitação pode ocorrer mesmo em situações que de fato não sejam perigosas.
ERROS COGNITIVOS TíPICOS
Erros Cognitivos são encontrados quando avaliamos os nossos pensamentos à luz da situação real, ou seja, quando tentamos encontrar as evidências, as provas que os validem.
Quando estamos conscientes dos pensamentos que estamos tendo estamos num movimento de metacognição, quer dizer, estamos tendo consciência do que está consciente em nossa mente.
De imediato funcionamos no automático, sem nos darmos conta de nossos pensamentos, mas eles são uma produção de nossa mente, uma representação de nossa realidade interna, uma revelação de nossas crenças formadas pela nossa história; e acreditamos que porque são nossos pensamentos, então são verdadeiros. Mas o que faz com que pareçam tão verdadeiros?
- São os erros cognitivos. Eles funcionam como estruturas que fundamentam os nossos pensamentos.
ERROS COGNITIVOS TíPICOS
01- Tudo ou nada - você vê uma situação em apenas duas categorias em vez de contínuo.
02- Catastrofização – você prevê o futuro negativamente sem considerar outros resultados prováveis.
03- Supergeneralização - você tira uma conclusão negativa radical que vai muito além da situação.
04- Argumentação emocional - você pensa que algo deve ser verdade porque você ¨sente¨, mesmo desconsiderando evidências contrárias.
05- Leitura mental - você acha que sabe o que estão pensando de você.
06- Personalização - você acredita que os outros estão se comportando negativamente devido a você.
07- ¨eu devo, você deve¨ - você tem uma idéia exata estabelecida de como se deve agir e superestima quão ruim é que essas expectativas não sejam preenchidas.
08- Visão em túnel – você vê apenas os aspectos negativos da situação.
09- Filtro mental - você presta atenção indevida a um detalhe negativo ao em vez de considerar o quadro geral.
10- Desconsiderando o positivo – você crê que as experiências, atos ou qualidades positivos não contam.
11- Rotulando – sem observar que as evidências ser mais razoavelmente conduzidas a uma conclusão menos desastrosa.
12- Magnificação/ minimização – você magnífica o negativo e/ou minimiza o positivo.
Erros que percebo em mim:
Saiba mais: www.ctcbauru.com.br
Colaboração: Arnaldo Vicente, Esp. TC.
Quem criou a Terapia Cognitiva?


Abaixo algumas de suas obras.
Saiba mais (fonte: Wikipédia):
Aaron Temkin Beck (Providence, 18 de Julho de 1921) é um psiquiatra norte-americano e professor emérito do departamento de psiquiatria na Universidade da Pensilvânia. Beck é conhecido como pai da Terapia Cognitiva e inventor das vastamente utilizadas Escalas de Beck, incluindo a Escala de Depressão de Beck (BDI) e Escala de Ansiedade de Beck (BAI).[1]
Beck é o Presidente do Beck Institute for Cognitive Therapy and Research e Presidente Honorário do Academy of Cognitive Therapy.
Biografia
Infância
Aaron Beck nasceu em Providence, Rhode Island, filho mais novo entre 4 crianças. Os pais de Beck eram judeus imigrantes da Rússia. Seu nascimento foi após o falecimento de uma irmã na epidemia de influenza. Após o falecimento de sua filha, a mãe de Beck ficou severamente deprimida. Beck sofreu de sentimentos de incompetência após uma doença quase fatal causada por uma infecção em uma fratura no braço. Entretanto, Beck ensinou-se a trabalhar seus medos e problemas cognitivamente; este provavelmente foi o evento que iniciou o desenvolvimento de sua teoria e terapias anos mais tarde.
Família
Beck é casado com Phyllis Whitman e tem quatro filhos e oito netos. Sua filha, Dra. Judith Beck, colaborou em sua pesquisa.
Educação
Beck estudou na Brown University, graduando magna cum laude em 1942. Após, estudou na Yale Medical School, graduando em 1946.
Pesquisa
Beck é conhecido por sua pesquisa em psicoterapia, psicopatologia, suicídio e psicometria, que levou à criação da Terapia Cognitiva, pelo qual recebeu o Prêmio Lasker. Também é o criador da Escala de Depressão de Beck (BDI), um dos instrumentos mais utilizados de mensuração dos sintomas depressivos. Beck criou diversas outras escalas e fundou o Beck Institute, na Filadélfia, no qual sua filha (dra. Judith Beck) trabalha.
Beck acreditava que a depressão é causada devido a visões negativas irrealistas sobre o mundo. Pessoas deprimidas tem uma cognição negativa em três áreas, que são tidas como a tríade depressiva. Elas desenvolvem visões negativas sobre: elas mesmas, o mundo e seu futuro.
A Terapia cognitiva também foi utilizada eficazmente a pessoas com transtornos de ansiedade, esquizofrenia, e muitas outras perturbações.
Prêmios
Beck recebeu o Lasker Clinical Research Award em 2006.
Livros publicados
Beck, A.T., Depression: Causes and Treatment. University of Pennsylvania Press, 1972. - ISBN 978-0-8122-7652-7
Beck, A.T., Cognitive Therapy and the Emotional Disorders. Intl Universities Press, 1975. - ISBN 0-8236-0990-1
Beck, A.T., Rush, A.J., Shaw, B.F., Emery, G., Cognitive Therapy of Depression. The Guilford Press, 1979. - ISBN 0-89862-000-7
Scott, J., Williams, J.M., Beck, A.T., Cognitive Therapy in Clinical Practice: An Illustrative Casebook. Routledge, 1989. - ISBN 0-415-00518-3
Alford, B.A., Beck, A.T., The Integrative Power of Cognitive Therapy. The Guilford Press, 1998. - ISBN 1-57230-396-4
Beck, A.T., Prisoners of Hate: The Cognitive Basis of Anger, Hostility, and Violence. HarperCollins Publishers, 1999. - ISBN 0-06-019377-8
Clark, D.A., Beck, A.T.,-55798-789-0
Beck, A.T., Freeman, A., and Davis, D.D., Cognitive Therapy of Personality Disorders. The Guilford Press, 2003. - ISBN 1-57230-856-7
Wright, J.H., Thase, M.E., Beck, A.T., Ludgate, J.W., Cognitive Therapy with Inpatients: Developing A Cognitive Milieu. The Guilford Press, 2003. - ISBN 0-89862-890-3
Winterowd, C., Beck, A.T., Gruener, D., Cognitive Therapy With Chronic Pain Patients. Springer Publishing Company, 2003. - ISBN 0-8261-4595-7
Beck, A.T., Emery, G., and Greenberg, R.L., Anxiety Disorders And Phobias: A Cognitive Perspective. Basic Books, 2005. - ISBN 0-465-00587-X
Referências
↑ "Beck Scales for Adults and Children" Beck Institute for Cognitive Threapy and Research. Página visitada em 2007-1-11.
↑ Lasker Award 2006.
↑ Lasker Foundation Beck wint Lasker Foundation Award.
BecK, ao vivo!
Sua filha, Judith Beck.






